Os poemas fazem parte do nosso cotidiano, assumindo diferentes
faces. Em forma de versos, de canções, de imagens, o poético interpenetra
nossas vidas, nos revelando o mundo de outros modos. Assim, podemos ver com
outros olhos; sentir com outros sentidos.
Os alunos e alunas dos 7ºs anos foram convidados a despertar
para o universo poético por meio do encadeamento de palavras e imagens
extraídas da música Paciência, de
Lenine.
Poemas visuais também surgiram nesse processo e pedem para ser
vistos sem pressa e com muita paciência.
Os alunos e alunas dos 7º anos fizeram algumas investigações acerca de produtos que encontramos no supermercado e de gráficos estatísticos.
Os números assumem diferentes funções conforme o contexto em que se encontram. Desta maneira, evidenciamos a função desses números como medida, código e quantidade, trazendo um olhar crítico diante de situações cotidianas.
Em relação aos números, nosso objetivo é relacionar a matemática escolar com a cotidiana, de maneira a compreender, para além da função dos números, os valores que eles assumem.
Na Recreação os espaços são criados, recriados e o tempo esticado!
Um mesmo ambiente, quase que num passe de mágica, é transformado e utilizado de variadas formas pelos diferentes grupos. Tudo acontece na Recreação: desenhos, pinturas, jogos, corridas, saltos, recortes, colagem, cantos, culinárias...Juntos ou separados, num único espaço ou um em cada lugar.
O fio que tece esse emaranhado de possibilidades é o compromisso com a brincadeira e com os valores educativos da escola.
Depois de muito imaginar a escola dos sonhos viajamos e
carregamos a nossa bagagem. Na chegada nos entrelaçamos e demarcamos uma área,
aonde se estabiliza uma escola que produz muitos fios alargando seu espaço para
mostrar a que veio.
A Imaginar-te é um recorte da escola. Ela traz para os
habitantes e visitantes uma visão concreta do que se faz pelas quatro unidades
que nos compõem. Sempre temos o desejo de oferecer o melhor. É o bolo que marca
a comemoração de uma data. Um pedaço que carrega consigo a ética e a estética,
o pensar e o fazer, o acerto e o erro, a descoberta e o nebuloso, o definido e
o indefinido.
As” Imaginar-tes” por si só, contam a nossa história.
Eu tu nós foi a primeira grande ação aonde a equipe
se apresentou. Uma mostra apenas interna. Quem somos? De onde viemos? O que trazemos? Como nos reconstituímos compartilhando os
mesmos ideais, nos unindo para dar forma a um único e grande sonho? Eu + tu =
nós. Nós, a Carandá Vivavida Educação.
Depois do primeiro ano de trabalho, com os sonhos se
transformando em realidade, o nosso desejo era que continuássemos deixando
abertas as portas da imaginação. A Arte imaginada, sonhada, a Imaginar-te.
Imaginar-te foi o nome da primeira exposição da nova e experiente
Escola. Depois dela, todas as demais exposições foram, e serão, precedidas por
essa marca. Nós, parceiros, equipe de profissionais e alunos demos luz à Segunda
Imaginar-te: Entrelaços.
Já entrelaçados chegou a hora de apresentar o que estava
constituído.
Bem estabelecidos, já estávamos prontos para “viajar” e nos expusemos na Terceira Imaginar-te:
Viagens e Bagagens.
O quarto ano da Escola foi um ano de muita produção. As
áreas do conhecimento, estudadas com profundidade, cuidadosamente documentadas,
se organizaram também na Quarta Imaginar-te: Tá na Área.
Bem, estamos no quinto ano da Escola. Tecemos uma grande
rede que vai se moldando enquanto a escola vai se amoldando. Rede de fios
diversos, porém flexíveis e fortes. O ano em que publicamos o nosso Projeto
Político Pedagógico.
Ano em que amarramos fios. Esse tem sido o exercício da
escola em todos os fóruns de formação. Por isso essa exposição, a Quinta Imaginar-te
Fio a fio: tecendo quem somos apresenta a história de meia década. Uma
história séria, mas não sisuda.
Sinta-se em casa,
aproveite cada pedaço desse território geográfico que magicamente reúne quatro
espaços que se esparramam pelo bairro.
Esperamos que consiga ver os princípios e valores que regem
a nossa escola. Eles estão por toda parte, por entre o que pode ser visto, o
que pode ser escutado e especialmente o que pode ser sentido.
Ocupa-Ação: como ocupamos os espaços e como somos ocupados por eles.
OS NÓS SENTIDOS DO ESPAÇO: impressões e expressões do Trabalho de Campo
É a expressão individual de todos diante dos impactos sentidos em campo. Estar e interagir em outros espaços provoca em cada indivíduo experiências, vivências e reflexões únicas que, aqui, são expressas e impressas nas diferentes linguagens escolhidas. Impossível passar apenas, sem se enredar... Depois de estar lá, tantos nós.... Neste espaço da Imaginar-te, professores e alunos do Ensino Médio nos convidam a olhar para o outro e experimentar os nós sentidos através de sua própria percepção.
ENSINO MÉDIO
No ano de 2016 o tema norteador
dos projetos do EF2 e do EM foram “as diferentes formas de ocupação do espaço
urbano”. Iniciamos nosso projeto indo ao
Parque do Ibirapuera para (re) descobrir aquele espaço. E o que vimos?
Executivos, escolares, universitários, jovens, adultos, idosos, todos
convergindo num cenário verde e de comunhão social; o parque se torna uma
verdadeira experiência única. Afinal, é um contraponto aos arranha céus e cinza
da geografia urbana da cidade, com belíssimas construções de Oscar Niemeyer e
muita natureza conservada e diversificada. Em seguida saímos novamente
para a rua, desta vez com o bloco Caraviva e os alunos e famílias de toda a
escola para festejar o carnaval. O Ensino Médio, nesta época, também deu
continuidade a parceria com a Pérola Negra, levando os alunos, seus pais e
pessoas de nossa equipe para a avenida. Aos poucos, fomos ocupando a Diogo de
Faria e também o Sambódromo de nossa cidade. Na etapa seguinte do projeto,
os alunos do EM saíram em grupos para “vasculhar” diversos bairros de São
Paulo: Bom Retiro, Santana, Pinheiros, Jardins, Tatuapé, Lapa, Itaim, Vila
Mariana, Itaquera, Moema, Santo Amaro, Vila Madalena e Higienópolis, cada qual
com sua história e seu perfil de comunidade. E a cidade é bem assim mesmo, com
seus bairros tradicionais e outros muito cosmopolitas, ou os dois juntos. Em uma viagem de estudo de meio
com alunos do 9º ao 3º ano do Ensino Médio a Brasília, o trabalho em campo teve
como principal objetivo a observação e a escuta de diferentes espaços e vozes
daqueles que vivem em / para Brasília. Entrevistando pessoas no Congresso, na
cidade planejada, nas cidades satélites, demos continuidade à reflexão sobre
apropriação do espaço público e organização política da sociedade brasileira. O
olhar para o ontem e o hoje estimula a análise das heranças, permanências e
nuances do sistema político e dos três poderes que organizam a república
democrática brasileira. E é nesse contexto de
envolvimento dos alunos e alunas com as questões da política que voltamos a São
Paulo, para retomar o trabalho no 2º semestre. Encontramos nossa cidade num
momento particularmente especial: as eleições municipais que aconteceria
semanas depois. Dessa forma, para darmos
continuidade aos projetos iniciados no 1º semestre e nos colocar novamente em
contato com o mundo da política, desta vez com foco em nossa cidade, organizamos
um dia de debate e reflexão acerca das propostas dos principais partidos
políticos para o futuro da cidade de São Paulo. O evento foi realizado em uma
manhã e composto por duas etapas. Na primeira parte da manhã os alunos tiveram
oportunidade de dirigir perguntas aos representantes dos principais partidos
políticos que concorrem às eleições municipais e estavam presentes. O objetivo
desse encontro não foi o de promover um debate entre esses representantes, mas
de criar um momento coletivo de aprendizagem acerca dos temas que nos mobilizam
como cidadãos. Na segunda parte os alunos e alunas, organizados em grupos e sob
a orientação dos professores e professoras, participaram de oficinas de debate
sobre as principais questões discutidas na primeira etapa.
A partir disso montamos nossa exposição com 4 partes
A temática do estudo do meio sobre o Distrito Federal propôs uma análise e uma reflexão, por meio de narrativas locais, sobre o uso e acesso aos diferentes equipamentos públicos destinados à população de Brasília e Ceilândia, como saúde, educação, vitalidade comunitária, uso do tempo, mobilidade espacial. Tais reflexões estimularam a capacidade de compreendermos parte da realidade e as singulares relações desenvolvidas na construção territorial do Distrito Federal.
9º Ano do Ensino Fundamental 2
Profas: Mércia e Cecília
Vozes de Brasília
Nossas vozes dizem de novo o que ouvimos, vozes diversas em Brasília. Textos escritos em grupos de três ou quatro alunos do 2º ano, com áudios feitos a partir dos textos.
“Rituais são aquelas coisas que
acontecem todo ano e ficam se repetindo para sempre."
(fala de uma criança)
Rituais. São simples assim.
Repetidos. Acontecidos. Marcados.
Por tempos ou períodos
(in)determinados.
Rituais. Nem tão simples assim.
Repetidos, mas sempre ressignificados.
No Infantil 5, alguns deles
marcam a delicadeza da passagem para o 1º ano.
São rituais que marcam esse passo, de
certo, delicado, cuidado. Esse passo que as crianças dão além da Educação Infantil.
Em terras conhecidas, elas dormem na
escola para se despedir do espaço querido.
Nas fronteiras das terras da unidade
2, ficam marcadas e homenageadas no muro, declarando poética e literalmente
essa saída.
Nas idas para a unidade 3, se faz uma
ponte e se dá a aproximação, a intimidade, o sentir-se à vontade com o que as
espera nesse espaço novo.
Na reunião de encerramento, se
comemora o fechamento desse ciclo.
E nas Caixas de Memórias, guardamos
esse tempo. Tempo de crescimento, de descobertas e de muitos detalhes que
fizeram a diferença na vida, na construção da personalidade e no dia a dia das
crianças.
Tempo de construção de narrativas, de
memórias que contam histórias...
Infantil 5
Profas: Carla, Flávia, Juliana A.,
Adriana D., Claudinha
É incrível
acompanhar como nossos alunos começam a expressar suas ideias e pensamentos com
um discurso próprio, começando a se desvincular da imitação da fala do adulto.
Sentem-se livres
para manifestar suas teorias e construir seu próprio conhecimento.
Perguntam-se sobre
o mundo e questionam a efetividade de suas próprias ideias, o que os mobiliza
em direção ao saber.
Expressam-se por
diferentes linguagens, mas são cada vez mais capazes de um discurso potente,
que revela muito do que já sabem e quais caminhos percorrem com o pensamento.
Em cada trabalho,
o que falam, revela como articulam e dão sentido ao que aprendem na troca com
seus pares.
Ao encontrarem-se
com profissionais que trabalham na escola e que partilharam com as crianças
suas memórias e brincadeiras de infância, ampliaram o olhar, experimentaram
sabores, texturas e misturas, descobriram mais sobre si e sobre o outro.
Prepararam-se para
receber e acolher o outro, depararam-se com o fato de que essas pessoas também
foram crianças, encantaram-se com as brincadeiras por elas propostas,
estreitaram laços.
Nessa ação de
recordar e brincar junto, acionaram memórias, ampliaram redes, cresceram!